É Duro Viver no Brasil: 48 Razões pelas quais Gringos e Brasileiros não voltariam a viver no Brasil!!!

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro

Recentemente, um texto de 2012, elaborado por um americano que morou em SP por três anos, voltou a ser alvo de pol^mica no Facebook. E, pasmem vcs meus queridos leitores, que apesar de quase todos os motivos serem verdadeiros e serem alvos de nossas reclamações, muitos brasileiros se sentiram ofendidos pelo fato de um gringo estar esfregando na nossa cara a verdade.

Por tudo isto decidi fazer uma pesquisa rápida e descobri que além deste gringo, outros gringos de outros países reclamam das mesmas coisas e que também brasileiros, que hoje já não mais vivem por aqui também os elencam como motivos para não voltarem. E, que cerca de 75% dos brasileiros que leram a lista concordam com ela, sim foram feitas enquetes).

Segue abaixo a lista de motivos, assim distribuída: em preto, os motivos dos gringos; em negrito, os motivos dos brasileiros; e, em vermelho, os motivos que ambos concordam.

  1. Brasileiros nunca admitem que o país é um lugar ruim para viver. No Brasil se paga muito mais e se trabalha muito mais para atingir um padrão de vida mais simples de se atingir em outros países. (aqui eu sou a exceção, pois concordo que aqui seria um lugar ótimo para viver, se as regras de convivência e as leis fossem respeitadas).
  2. Brasileiros não têm nenhuma consideração por aqueles que não fazem parte de seu círculo social. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite. Mesmo se você for lhe pedir educadamente para abaixar o volume, ele vai mandar você “tomar no **”.
    1. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: Passava noites sem dormir porque o vizinho fazia aniversário e a festa vazava para o prédio todo. “Relaxa, merrmão, é só uma vez por ano”, justificava o merrmão. Mas, vem cá, conta comigo: uma vez por ano vezes 100 apartamentos é igual a… Enfim, todo mundo era bonito, todo mundo era bacana, todo mundo era dourado – e ninguém por ali tinha qualquer senso de comunidade ou respeito pelo outro. Todo mundo tinha todos os direitos — e nenhum dever.
    2. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: Era impossível para mim viver num lugar onde o contrato social foi rasgado. Em nosso país, se estabeleceu há muito tempo (desde sempre?) a ideia do cada um por si. Isso torna, no limite, a vida social impossível. E o dia-a-dia, em todos os níveis, um salve-se-quem-puder.
    3. Declaração sobre o Brasil, de um paulista que mora nos USA: “Os americanos querem o melhor para o país deles. O brasileiro quer o melhor para ele”. Os americanos pensam na sociedade, os brasileiros pensam em si mesmos e o resto que se…dane.” As pessoas respeitam umas às outras no trânsito ou na calçada. Ninguém incomoda o sono de ninguém. Os vizinhos respeitam uns aos outros e se não respeitarem a lei persegue e pune os transgressores, sem sombra de dúvidas. Tem festa sim mas tem lugar e hora para isso sem contar a organização.
  3. Brasileiros querem ganhar vantagem em tudo. É como um “instinto de sobrevivência”. O melhor exemplo é no trânsito. Se eles tiverem uma forma de ultrapassar você, assim o farão. E, o melhor exemplo disto são os motoboys, os motociclistas acreditam que têm prioridade sobre todos outros. Não respeitam semáforos fechados, passam entre os carros sem cuidado, não comunicam nada. É como eles se fossem os reis da cidade..
    1. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: De que adianta um lugar ter sol-e-mar-e-gente bonita se o cara do seu lado ocupa um espaço (tanto físico quanto social) muito maior do que precisa, não dá a mínima para você ou para os outros à volta, emporcalha tudo, fala os berros, quer sempre levar vantagem em tudo, te passa a perna…
    2. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: Entrou na loja? Atenção: testa bem porque tem produto que não funciona. (Depois se vira para resolver com o fabricante…) Pagou em dinheiro? Confere o troco porque a chance é grande de vir faltando. Passou o cartão? Fica de olho porque a máquina pode ser “chupa-cabra”.
    3. Declaração de uma americano que mora no Brasil desde 2013: Zero, absolutamente zero autoconsciência espacial. Parando carros em faixas ativas, ficando na calçada olhando o celular durante a hora de rush, a inabilidade de seguir numa linha reta. Isso é a realidade e é assustadora.
  4. Brasileiros não respeitam o meio ambiente. Eles jogam lixo na rua, na natureza… em qualquer lugar. As ruas são realmente sujas. Os recursos naturais, abundantes, estão sendo desperdiçados. (Isto, sem falar das praias no verão que viram um lixão a céu aberto).
    1. Declaração de um americano que mora no Brasil desde 2013: O problema do lixo é realmente enorme. Claro que é politicamente complicado, mas não faz sentido jogar plástico na rua ou no rio do bairro onde você mora, ou qualquer outro lugar. Se existe um cesto de lixo, pelo menos o use.
  5. Brasileiros toleram tranquilamente corrupção nos negócios e no governo. E a população continua reelegendo as mesmas pessoas. (vide que muita gente continuará votando 13 nas próximas eleições).
    1. Declaração de um americano que mora no Brasil desde 2013:  Existe adoração demais por líderes individuais que devem salvar o povo. Seja Lula, Jair Bolsonaro, o Papa, pastores evangélicos, tantas pessoas elevadas à categoria de herói vão vai, inevitavelmente, trair ou falhar.
  6. Brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e muito competitivas uma com as outras.
    1. Declaração sobre o Brasil de uma brasileira que mora na Espanha: “No Brasil para eu ser feliz, tinha que está me apresentando no Shopping e cada dia com uma roupa, aqui eu aprendi que a felicidade não está nesses lugares e que a auto-estima não está diretamente relacionada com ir ao salão arrumar o cabelo, fazer as unhas, se maquiar. Você sabe que no Brasil eu não tinha uma vida de luxo, um padrão alto, que eu me incluísse como uma patricinha, mas ao passar tanto tempo fora e observar os valores sociais, econômico e culturais do lugar em que, hoje eu vivo, a percepção de vida mudou e mudou muito”
  7. Brasileiros, principalmente homens, são altamente propensos à traição. A menos que nunca saiam de casa, as chances são grandes. (pesquisas conformam isto).  E isto não é apenas um estereótipo. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais “viris” por saírem com várias mulheres.
  8. Brasileiros não ligam de expressar opiniões negativas a respeito de outras pessoas publicamente, nem se importam de ferir o sentimento de alguém.
  9. Brasileiros, especialmente os que prestam serviços, são geralmente malandros, preguiçosos e atrasados.
  10. Os brasileiros vivem em um sistema de classes. Os ricos geralmente são muito arrogantes e insensíveis, e acham que estão acima do sistema. Já os pobres ganham tão pouco que não conseguem sair da pobreza. Isso é motivo, muitas vezes, para entrarem no crime ou se tornarem preguiçosos com relação ao trabalho, já que não têm esperanças de fazer um bom trabalho.
    1. Declaração sobre o Brasil, de uma brasileira que mora na Espanha: Aqui em Barcelona, eu moro no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo, almoço no mesmo restaurante da moça que faz  a faxina do meu prédio, do rapaz que limpa a piscina, e é super normal, pois a diferença de “classe” é estupidamente menor. Aqui as pessoas andam descalça, descabeladas, com bobes no cabelo e ninguém se preocupa, as pessoas se vestem como querem e ninguém critica.
    2. Declaração sobre o Brasil, de um brasileiro que mora na Austrália: o custo de vida na Austrália é alto, mas a diferença salarial não é astronômica como no Brasil e enquanto uma pessoa que trabalha como assistente de marketing em um escritório pode ganhar $25,00 dólares por hora, o faxineiro no mesmo escritório pode ganhar o mesmo.
    3. Declaração sobre o Brasil, de um paulista que mora nos USA: Não é à toa que um carteiro vive aqui como uma pessoa rica vive no Brasil. Tem casa de 250m² com ar condicionado e piscina em um bairro arborizado. É óbvio que isso não é a realidade de 100% dos habitantes desse país mas pelo menos aqui isso é possível, no Brasil não.
  11. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar conversar é como uma competição para ser ouvido. (é só tentar assistir qualquer debate na TV ou qualquer programa de entrevistas que isto fica evidente).
    1. Declaração de uma americano que mora no Brasil desde 2013: Concordando com aquela lista original, é muito comum ser interrompido quando está falando. É grosso e ninguém reconhece que faz.
  12. A polícia brasileira é ineficaz quando se trata de cumprir leis e proteger a população, como cumprir a legislação de trânsito, ou encontrar e prender ladrões. As leis existem, mas ninguém as endossa. As pessoas vivem com medo, constroem muros ao redor de casa, ou pagam altas taxas para morar em condomínios fechados.
    1. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: De que adianta ter os amigos e a família por perto, e viver próximo das suas raízes, falando a sua língua materna, se todo dia você sai de casa sem saber se vai voltar – se as ruas da sua “cidade civilizada em um país democrático” respira um clima de guerra civil, expresso em um número de mortes semelhante ao de regiões deflagradas na África ou do Oriente Médio?
    2. Declaração sobre o Brasil, de um brasileira que mora na Espanha:  É que depois de aprender a cruzar uma rua pela faixa de segurança sem nem precisar olhar para os lados ou me acostumar a voltar para casa a pé às 3 da manhã, desfrutando do cheiro das flores e do silêncio da madrugada sem precisar olhar para trás, pensa um dia em regressar à sua pátria amada? Quem depois de dar risada (ou se irritar, no meu caso) com as crianças de uniforme do colégio jogando bola em plena praça central, de se habituar a pegar a sua bicicleta e fazer um piquenique no parque público ou de ver uma roda de velhinhos e velhinhas tomando cerveja (sem álcool) felizes e cheirosos no mesmo bar que a garotada de 20 anos, pode cogitar a hipótese de não viver mais essas coisas, aparentemente tão banais, mas que no Brasil parece que há muito tempo não existe?”
    3. Declaração sobre o Brasil, de um brasileiro que mora na Austrália: Já falei diversas vezes aqui sobre a segurança que se tem na Austrália, mas o que percebi é que segurança não deve ser um luxo, mas algo disponível a todos. Só notei o quanto a Austrália é segura quando voltei em férias para o Brasil. Depois de um tempo aqui você vai se acostumando tanto com a segurança de abrir um Macbook no ônibus ao caminho para o trabalho, tirar um iPhone do bolso no centro da cidade sem ter qualquer tipo de preocupação, andar de carro às 2 da manhã de janela aberta e ainda parar em frente a praia para curtir a paisagem que você acaba nem dando valor.
    4. Declaração sobre o Brasil, de um paulista que mora nos USA: Os últimos anos que passei no Brasil foram muito difíceis para mim. Já não suportava mais a violência da cidade de São Paulo. O Brasil já é o 6º país mais violento do mundo e a moda agora em SP é ter carro à prova de balas, acredita? Quando eu conto isso aqui as pessoas pensam que eu estou brincando. Aqui nos USA,onde eu moro, as janelas da minha casa não têm grades e eu posso ver o gramado das casas ao redor. Nos finais de semana os carros ficam abertos em frente às casas e os pedestres sequer olham no seu interior. Eu ando pelas ruas sem medo, sem ter que olhar para trás ou certificar-me que minha carteira está no bolso da frente e o mais impressionante, não tenho medo da polícia.
    5. Declaração sobre o Brasil, de uma paulista que mora nos USA: Nasci e cresci em São Paulo e nunca percebi o quanto  me incomodava com a questão da insegurança até eu ser exposta a uma realidade completamente diferente. Aqui na Califórnia são raros os casos de assalto a mão armada, as pessoas saem com o computador na rua sem dó, e o que eu acho mais fantástico, existe uma cultura de acampar em lugares remotos sem medo.
  13. Brasileiros tornam tudo inconveniente e difícil. Nada é pensado para facilitar a vida do cliente. Além de terem uma alta tolerância com uma burocracia desnecessária e redundante.
    1. Declaração de um americano que vive no Brasil desde 2013: A burocracia. Gente, posso escrever um livro sobre esse problema. Todos sabem que existe, ninguém sabe como resolver, então o povo aceita sem reclamar. Essa abordagem é mais saudável psicologicamente, mas é também super frustrante.
  14. Brasileiros toleram impostos altos e taxas de importação que tornam tudo (especialmente produtos de casa, eletrônicos e carros) inacreditavelmente caros. E para os empresários, seguir as regras e pagar as taxas tornam quase impossível fazer lucro.
    1. Declaração sobre o Brasil, de um paulista que mora nos USA: Quando você visita os EUA percebe que tudo aqui tem qualidade e preço justo. O governo brasileiro corrupto que coloca altas cargas tributárias nos ombros dos brasileiros e o próprio brasileiro que por ganância quer ganhar 100% ou mais de lucro em qualquer produto ou serviço. A cultura do “levar vantagem” me mata!
    2. Declaração sobre o Brasil, de uma paulista que mora nos USA: mesmo pra mim que nunca fui das mais consumistas a oferta de produto e o preço da maioria das coisas é tão diferente do Brasil que é impossível não aproveitar. De jantares a passeios, de roupas a produtos pra casa (quase) tudo é infinitamente mais barato que no Brasil.
  15. O Brasil é quente como o inferno durante nove meses do ano, e nenhuma casa é isolada hermeticamente ou construída com dutos de ar. Então você sofre por nove meses, ou fica confinado em um pequeno quarto com ar-condicionado. Nos outros três meses, quando fica “frio”, você congela à noite. (quem é do Sul, é obrigado a concordar com isto, não temos calefação nas casas p.ex. e poucas delas tem chuveiro a gás).
  16. A comida no Brasil pode ser mais saudável, mas é sem graça, repetitiva e muito inconveniente. Alimentos congelados, processados ou prontos são poucos, caros e ruins.
  17.  Brasileiros são sociáveis e raramente passam algum tempo sozinho. Isso não é necessariamente ruim, mas você é socialmente obrigado a convidar outras pessoas para frequentar sua casa todo fim de semana.
    1. Declaração de um americano que mora no Brasil desde 2013: Se está querendo fazer planos para o final de semana, não vai dar. Porque já tem 14 festas de aniversário e vai ter que faltar mais nove.
  18. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Isso também não é uma característica ruim, mas isso afeta meu casamento. Os brasileiros adultos nunca cortam o cordão emocional com suas famílias de origem, que continua se envolvendo na sua vida, nos seus problemas e nas suas decisões.
    1. Declaração sobre o Brasil, de uma paulista que mora nos USA: Os americanos são N vezes mais independentes que nós que crescemos – de certa forma – mimados e acostumados a ter ajuda pra tudo. Aqui a galera se vira mesmo, de fazer a limpeza pesada da casa, até trocar uma peça do carro que quebrou. Pra quem nasceu acostumado a essas molezas, ter que aprender essas coisas de velho é chato pra caramba!
  19. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.
  20. A qualidade da água é questionável.
  21. No Brasil só existe um tipo de cerveja (aguada), que é uma porcaria. E, claro, cervejas importadas são extremamente caras.
  22. A maioria dos motoristas de ônibus dirige como se estivessem tentando quebrar o ônibus e a todos dentro dele. (Andar de ônibus no RJ, p.ex., na hora do rush, fazendo curvas a 80h é uma verdadeira façanha).
    1. Declaração de uma americano que vive no Brasil desde 2013: Outra coisa da lista original que parece verdade: os motoristas de ônibus são maníacos. Quando atravesso a rua, eu sinceramente acredito que eles estão me tentando matar.
  23. As calçadas são cobertas com xixi e cocô de cães que latem dia e noite.
  24. Engarrafamentos toda vez que chove.
  25. Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar por e-mail ou telefonar várias vezes para as pessoas fazerem seu trabalho.
  26. Contratar e cancelar serviços é um verdadeiro inferno.
    1. Declaração sobre o Brasil de uma paulista que mora nos USA: Quem já tentou cancelar a conta da NET ou a assinatura de uma revista ou jornal sabe o sacrifício e a dor de cabeça que é tentar trocar/cancelar um prestador de serviços no Brasil. Aqui, pode até ser que demore para você conseguir falar com a atendente telefônica, mas passada a espera inicial o cancelamento é imediato.
  27. Ir a shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada para fazer sem gastar. Há somente um parque principal, sempre horrivelmente lotado.
    1. Declaração sobre o Brasil, de uma brasileira que vive na Espanha: “Não sei se algum dia volto ao Brasil, pelo simples fato de que não quero mais voltar ao Brasil. Eu gosto muito de morar na Espanha, gosto da vida que levo aqui. O que mais me chamou à atenção nestes meus 10 anos de Granada é que não é pobre quem menos tem, mas aquele que menos necessita. Eu aprendi que aqui eu não preciso de luxo para ser feliz, que mesmo tendo pouco dinheiro, eu posso me divertir com os amigos, frequentar teatros e ainda viajar de vez em quando.”
    2. Declaração de um americano que mora no Brasil desde 2013: Não existe muita confiança em parques públicos. Chama a atenção especialmente na fronteira com Argentina. Achei um absurdo que no outro lado da fronteira todo mundo vai aos parques, mas no Brasil você precisa de gastar dinheiro para sair com amigos.
  28. Os mercados são ruins. Os produtos somem por semanas ou meses até voltarem às prateleiras.
    1. Declaração sobre o Brasil, de uma paulista que mora nos USA: Ir no supermercado aqui nos Estados Unidos, seja no Whole Foods que é mais natureba ou no Safeway que equivale a um Pão de Açúcar, é sempre uma diversão. São prateleiras e mais prateleiras de variedade, “n” opções de marcas e muitos produtos super práticos. O mesmo se aplica pra lojas de roupa, eletrodomésticos e etc…
  29. O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas, dobradiças, tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.
  30. Árvores, postes, telefones, plantas e lixeiras são colocados no meio das calçadas, tornando-as intransitáveis.
  31. Você paga o triplo por produtos que vão quebrar em um ou dois anos, talvez menos.
  32. Carros com som alto à noite fazem tremer a casa.
  33. Brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.
  34. As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que é incapaz de mover qualquer coisa, além de sua cabeça.
  35. Brasil é um país com preços inflacionados para itens de qualidade ruim. Para se ter uma ideia, São Paulo é a 10ª cidades do mundo mais cara para se viver. Nova York está em 32º.
  36. Por favor, parem de dizer que a “comida é a melhor do mundo”. No meu país também há arroz e feijão. O item mais comum no cardápio é, geralmente, “Infelizmente, acabou”. Se um restaurante só oferece cinco coisas, COMO QUE, NUMA SEXTA-FEIRA, NÃO TEM MAIS DE DOIS DISPONÍVEIS?!
  37. Zero respeito com os pedestres. (excetuando alguns poucos lugares com Brasilia, Gramado e Canela, p.ex.).
    1. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: Vai a pé? Cuidado: os veículos não param para os pedestres, nem as bicicletas respeitam quem está a pé.
  38. Fogos de artifício a todas as horas.
  39. As pessoas não entendem o significado de “fazer uma fila”. A ideia é empurrar o que quer que seja à sua frente.
    1. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: A vida é muito curta para passar os dias batendo de frente com gente que não entende as mínimas regras de convívio social e que é orientado desde pequeno, na família, na escola, a resolver as coisas batendo, xingando, usando os cotovelos e mostrando o dedo médio aos outros pela janela — seja do SUV novinho em folha ou do Chevette sem placa.
    2. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: Estive em São Paulo em 2012, numa viagem excepcional. Mas, para cada experiência vivida, foi preciso matar um leão. Comprar um bilhete de qualquer coisa numa fila sem ser ludibriado é quase um milagre. Tem sempre alguém querendo passar na sua frente. Entrar num trem ou no metrô é outro desafio. Embarque e desembarque acontecem concomitantemente, desafiando aquela lei da física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.
    3. Declaração sobre o Brasil, de uma paulista que mora nos USA: Detesto (e sempre detestei) gambiarra, sabe aquele jeito espertalhão de querer sempre levar a melhor? Aqui não tem essa história de furar fila, de parar em vaga de deficiente. As regras são super claras (muitas vezes duras para o nosso padrão) mas as coisas funcionam.
  40. Dizer que São Paulo é a “Nova York da América do Sul”. Isso somente se NY fechasse às 22h.
    1. Declaração de um americano que mora no Brasil desde 2013: A gerência de empresas é bem ilógica. Como que um restaurante pode estar aberto apenas 10 horas por semana e não ir à falência? E muitas vezes acho que os gerentes não entendem que o cliente (até aqueles que reclamam e brigam) é a fonte do seu bem-estar.
  41. Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência.
  42. Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo o triplo do preço de qualquer outro país.
  43. Brasileiros, de classe média, geralmente, tem empregos com remunerações que servem somente para pagar as contas.
  44. Brasileiros, de modo geral, se atrasam para compromissos sociais, reuniões de trabalho e entrevistas de emprego e, claro, quase sempre, colocam a culpa no trânsito. (não é o meu caso, sempre chego com 15-30 min. de antecedência, mas não me ofendo com a generalização).
    1. Declaração sobre o Brasil, de um carioca que vive em Tóquio: E o encontro marcado às sete só acontece às oito porque a maioria das pessoas não se preocupa verdadeiramente em chegar na hora.
    2. Declaração de um americano que mora no Brasil desde 2013: Tudo atrasa. “Daqui a pouco” significa “em duas horas”. Esperar uma hora não é nada traumático e, se reclama, você é mal-educado.
  45. A locomoção no Brasil não é um direito, mas mais um símbolo de poder de classe – o transporte público é ruim para sublinhar o poder e os privilégios de quem pode ter um carro.
  46. Estradas e Ruas com péssima sinalização e manutenção.
    1. Declaração sobre o Brasil, de uma paulista que mora nos USA: Dirigir sem medo de deixar parte da minha roda na estrada é uma das minhas grandes alegrias ao viajar. A diferença é tanta que  aqui os carros duram bem mais.
  47. O sistema de trânsito foi mal planejado. Vira à direita e o semáforo fechou com a fila bloqueando o tráfego; as ruas muitas vezes não fazem sentido, exatamente como se uma criança tivesse desenhado tudo num mapa.
  48. Os colégios fecham cedo e até as 11h30 da manhã as ruas estão cheias de alunos. Logisticamente isso é irritante, porque muitos dos alunos são jovens e complicam o trânsito. Mas, também é triste porque o nível de educação sofre por causa da falta de tempo de estudo. Também acho triste porque os alunos com famílias mais ricas conseguem estudar depois, em aulas particulares, enquanto os de famílias menos ricas trabalham ou cuidam dos irmãos.
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2016: Encerramento de Ciclos; 2017: Responsabilidade e Respeito

Conforme a astrologia, um determinado planeta nos governa por um período de 36 anos. Em outras palavras, de 36 em 36 anos vivemos sob a dinâmica deste planeta e, portanto suas características se tornarão visíveis por todo este período.

O Sol, astro dos astros, está a nos reger desde 1981. E o que temos observado desde então?!?

Sim, isto mesmo, um mundo e seus habitantes preocupados com o brilho pessoal, voltados ao egocentrismo e à necessidade de pronta resolução dos desejos individuais. O Individualismo cresceu exponencialmente enquanto que o respeito aos outros foi esquecido. Nunca antes, tínhamos tido tanta a Exaltação do EU: “Meu Corpo, minhas escolhas”, “Eu quero agora, é meu direito/minha necessidade”.

Não é a toa, que elegmos nos últimos 2-3 anos as Selfies, como símbolo máximo de nossas representatividade pessoal e de nosso egocentrismo nas redes sociais.

O Sol representa a “criança interior” de cada um.E, também , por isto, que os bebês do milênio foram criados sobre a égide do mimo exagerado, tornando os pais incapazes de por limites em seus desejos: eles dormem quando querem, comem o que querem e interferem de modo negativo e totalmente questionável na vida de quem os cerca (as birras são um exemplo bem claro disto).

Sim, isto mesmo, acabamos criando crianças incapazes de demonstrar seus reais e verdadeiros propósitos, de forma respeitosa, criativa e adequada. A nova geração é orgulhosa e adora ostentar, se tornou prepotente e autoritária ao extremo. E, por que isto aconteceu? Bem, porque que os criou, talvez por culpa, tenha tido a necessidade de elogiá-los em excesso e de recompensá-los por tudo.

2016, ano 9,  é o ano de término do ciclo solar e também, segundo a numerologia, um ano de encerramentos. O que isto significa?

Que uma grande parte de nós vivenciou um sem número de momentos de perdas e renúncias, não é a toa que vemos nas redes sociais muitos de nossos amigos afirmando que não aguentam mais 2016 (um ano que nunca acaba).

Que fomos desafiados a nos desapegar de tudo o que era inconsistente.

Que muitos de nós tiveram uma sensação de angustia de viver, um vazio existencial, apatia, impotência, inatividade ou falta de um propósito; sentimentos e sensações que podem exigir a busca de um significado para a vida.

Que devemos nos aquietar e apreciar o impulso da mudança. Alguns de nós têm se perguntado: “O que vai ser amanhã? Como vai ser? O que eu vou fazer?” Bem, algo grande está vindo e aquietar-se e apreciar, não significa ficar parado, fazendo nada; mas, sim que devemos apreciar cada momento com o que nós temos naquele momento.

Em 2017, começa o ciclo de Saturno e com ele veremos a necessidade de impor limites (não é a toa que a Sociedade clama por Policiamento, Punição e Justiça), de perseverar frente às limitações, de ter paciência, de sermos firmes e responsáveis. A experiência, a competência, o esforço contínuo e disciplinado serão muito valorizados.

A dissolução do ego será a meta, trazendo mais responsabilidade ( a palavra Direito deverá ser trocada pela palavra Dever), rigor, severidade, justiça, e, também, o destaque e o reconhecimento através do trabalho duro.

Deus passará a exigir maturidade e responsabilidade, o amadurecimento espiritual será cobrado. 2017 será o ano da unificação, um ano de encontros e reencontros de almas.

Aos governantes será exigida uma postura menos vaidosa, mais séria, responsável e conservadora.

Os próximos anos serão de grande aprendizado:

  1. Não posso tudo o que eu quero, ou seja, querer não é poder!
  2. Minha liberdade termina onde começa a do outro.
  3. Aprender a olhar para dentro de si, para enfim descobrir o verdadeiro poder!
  4. Ultrapassar as barreiras da autopunição, da autonegação e da baixa autoestima, para quem sabe conseguir descobrir o seu verdadeiro potencial.
  5. A União faz a força! Mas, isto não significa que devemos abraçar e lutar por tudo e por todos, que temos que concordar com o que o outro diz quando não concordamos!
  6. O respeito, acima de tudo, é o que mantém a energia ativa e possibilita que possamos ir em frente de cabeça erguida.
  7. Não desperdice suas energias brigando para cegamente defender seus pontos de vista.
  8. A vida é a nossa grande mestra. Tudo o que nos acontece está de algum modo nos favorecendo, seja para nos melhorarmos, seja pra nos despertarmos da nossa zona de conforto, ou mesmo para adquirirmos alguma habilidade ou mudarmos algum aspecto. O propósito sempre o aprimoramento.

(Em construção)


Ser ou não Ser Charlie, eis a questão. Será mesmo?!?

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro.

Ser ou não ser Charlie, esta definitivamente não deve ser a questão! A questão é mais ampla: ser contra ou a favor da Liberdade de Expressão! Je suis Charlie não significa apoio ao que a revista expressa, mas representa o apoio e o respeito ao contraditório, à liberdade de expressão, ao direito que tem qualquer democrata republicano de defender, falar e escrever o que bem entender, sem se preocupar em contentar Gregos ou Troianos.

O que foi profanado em Paris, foi o verdadeiro espírito da república e do estado democrático de direito, expresso por Voltaire  “Não concordo com o que dizes mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres”.  a liberdade de expressão é um direito de todos nós, e defender o direito alheio é um dever de todos e a única garantia que temos de viver em uma sociedade livre e justa.

Portanto, parem de propagar por aí: que os cartunistas e as pessoas no mercado, nada mais fizeram do que fazer por merecer, pois quem colhe vento, semeia tempestades! O furo é bem mais embaixo, nenhum ser humano deve ter o direito de sair por aí matando os outros, só porque estes não comungam de seu ponto de vista religioso. Sim, pois nenhuma religião, quando corretamente aplicada e interpretada, pede aos seus fanáticos que saiam por aí matando pessoas. Pedem sim, que saiam professando palavras de amor e de união.

Ninguém aqui, em nenhum momento, está lhe obrigando a comungar das ideias subversivas (humor é subversão e jamis exaltação do Politicamente Correto) da Revista Francesa, mas sim estamos lhes convidando a resgatar seu senso de Humanidade, a se colocar no lugar das vítimas e refletir: será que a vida humana vale menos do que uma opinião contraditória e polêmica sobre qualquer assunto?

Foi, por tudo isto que a grande marcha francesa, a “A Marcha Republicana”, transformou-se em um grande aglomerado em Paris, onde mais de 1,5 milhão de pessoas (4,5 milhões em toda a França), se reuniram e protestaram pacificamente sem destruir coisa alguma.

A manifestação teve início Praça da República e em sua linha de frente estavam 60 líderes de governos (entre os quais: Hollande, Angela Merkel, Benjamin  Netanyhau, Ibrahim Boubacar Keïta, Mahmoud Abbas, Matteo Renzi e David Cameron, todos de braços dados e vestidos de preto), que demonstram enorme coragem (o policiamento em nenhum momento foi ostensivo, nem mesmo na proteção direta aos governantes, apenas 5.500 agentes estavam presentes), já que não haveria como evitar um ataque terrorista. A falta de Obama foi sentida e muito comentada, assim como a falta de todos os líderes latino-americanos.

Bem diferente, do que aconteceu na Terra Brasilis, onde mal e porcamente baderneiros conseguiram reunir cerca de 1 milhão de pessoas em todo território Nacional (2014), para protestar pelo acréscimo de R$0,20 nas passagens de ônibus. E, em 2015, apenas 500 pessoas para protestar contra um aumento de R$0,50.

Educação é isto, uns lutam pela manutenção de Direitos Fundamentais (liberdade de Expressão, Cidadania, etc) e outros (paus-mandados, massa de manobra) lutam por migalhas estatais. Os primeiros, pacificamente respeitando os direitos alheios, os demais deixando um rastro de destruição por onde passaram!

Parabéns aos Franceses que souberam como ninguém honrar sua bandeira e lutar mais uma vez por Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Já aos brasileiros, desejo apenas algum dia desenvolvam o senso de Ordem e Progresso. Para quem sabe assim, aprenderem a Respeitar o Estado de Direito e lutarem pelo que realmente importa!

Agronegócio, seria ele o grande vilão?

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro

* Texto Publicado na edição Eletrônica, do dia 04/09/2014, do Jornal da Zona Sul.

Em tempos de Expointer, todos os candidatos, até aqueles partidários do MST, bem que tentam se mostrar amigos dos Produtores Rurais. Mas, por baixo dos panos a verdade é outra!

Desde o momento em que Marina Silva teve sua candidatura à Presidência da República confirmada pelo PSB, uma das principais preocupações de todos os brasileiros, com alguma noção de Economia, era qual seria o futuro do Agronegócio Brasileiro.

Hoje, o agronegócio é o setor mais importante da economia nacional, tendo até o presente momento atingido cifras de R$1,03 trilhão de reais, números estes que representam cerca de ¼ do valor total do PIB Brasileiro de 2013, que foi de R$ 4,84 trilhões. Ou seja, se não fosse por seus resultados, que ano após ano tem melhorado, ao contrário de outros setores de nossa economia, nem mesmo teríamos conseguido pagar parte de nossas dívidas.

Fico muito preocupada, ao ver pessoas, que se dizem cultas, espalhando por aí ideias mal embasadas sobre a tal vilania do agronegócio em relação à sustentabilidade ambiental, associando sua imagem, principalmente, ao aquecimento global.

No Brasil, temos observado nos últimos anos, um movimento pela busca de novas alternativas de produção agrícola, que não descartam o uso necessário de grandes áreas de cultivo e de criação de gado. Imaginem, se voltássemos aos tempos da agricultura de subsistência, seria impossível alimentar os mais de 200 milhões de brasileiros de nosso território.

Sim, o Agronegócio pode e deve ser sustentável e ecologicamente correto. Muitos de nossos produtores rurais, sabedores e estudiosos do tema tem aplicado em suas propriedades rurais a técnica da Integração de Culturas com sucesso.

Este sistema baseia-se na integração de culturas complementares; na simbiose entre as culturas empregadas, produtores, colaboradores e assistentes técnicos; e, na combinação e aplicação consciente de novas tecnologias e experiências. Se aplicado corretamente, há a dinamização da propriedade rural associada à minimização de riscos econômicos e ambientais.

Ambientais?

Sim isto mesmo, a Integração de Culturas, permite aos produtores rurais, de média e larga escala, a recuperação do solo e das pastagens degradadas, o manejo efetivo de plantas invasoras, a quebra do ciclo de infestação por pragas, a redução do uso de adubagem, o uso otimizado do maquinário agrícola (economia de combustível e diminuição da emissão de poluentes), entres outras vantagens.

E, como isto é feito? Bem, na grande maioria dos casos de sucesso no Brasil (RS, MG e MT), os produtores têm associado a plantação de arroz, soja ou de café com a plantação de árvores; e no caso do MT, a criação de gado mitigada com a plantação de árvores. A técnica de reflorestamento chega a lhes render até R$ 2.300,00 por hectare ao ano.

Por tudo isto, é chegada a hora de parar de demonizar nosso Agronegócio. A nossa Galinha dos Ovos de Ouro, necessita sim, de discussões conscientes, feitas por pessoas capazes de entender que grandes áreas de cultivo e de criação são necessárias e passíveis de ser ecologicamente sustentáveis!

O grande vilão aqui, sempre foi e sempre será a ignorância e a intolerância de algumas pessoas, que simplesmente não admitem a existência das Grandes Propriedades Rurais.

 

E agora, o que farão os Órfãos da Terceira Via?

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro

* Texto Publicado na edição Eletrônica, do dia 20/08/2014, do Jornal da Zona Sul.

Antes da trágica morte de Eduardo Campos, o representante da tão aclamada terceira via, opção de sistema de governo surgida da necessidade por Mudança, tínhamos um quadro político quase que definido para o terceiro turno: Dilma X Aécio e Dilma X Eduardo Campos. E, se com Aécio sendo vencedor do primeiro embate, não acreditávamos que seria possível uma real mudança; já com Campos eleito, muitos brasileiros passaram a crer que um Novo Brasil seria possível!

Entretanto, e infelizmente, a providência divina não quis assim!

Marina Silva (sucessora de Campos), até tem tentado personificar uma falsa persona inovadora, mostrando ao povo um lado um tanto quanto moderno (quase beirando a bizarrice), mas quem a acompanha e conhece a fundo o seu histórico de “lutas” sabe muito bem que ela, na realidade, representa o oposto disto, seu ideário político se apoia em um comunismo oportunista e falacioso, que não deu certo em nenhum lugar do mundo!

Marina, não governará para a sua Inovadora turma de Militantes (composta por uma maioria de universitários, brancos, com até 24 anos), que acreditam na Mudança prometida. Ela, os usará para angariar votos. E, quando vencer, se vencer, se bandeará para sua verdadeira origem: seus correligionários petistas acrianos, aqueles a quem ela nunca abandonou e que deram a seu marido Fábio Vaz, o cargo de Secretário Adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, no Governo Tião Viana (PT). (Fábio justificou sua permanência no cargo até agosto deste ano dizendo que, muito embora, seja um crítico veemente do governo Petista a nível nacional, não vê a necessidade de entregar seu cargo, já que para ele o Governo petista do Acre é diferente). Marina é aliada do PT no Acre e guarda uma amizade muito próxima a Tião Viana e seu irmão Jorge Viana, ambos do PT.

Para aqueles que ainda duvidam do que estou dizendo, aqui vai um pouco do histórico de Marina Silva e de seus pensamentos:

*Sua primeira filiação político partidária foi no PRC (Partido Comunista Revolucionário), que propagava os ideais marxistas-leninistas dos primórdios do PT. Fundou a CUT no Acre, filiou-se ao PT. Foi Ministra do Meio Ambiente, cortou relações com governadores, empresários, investidores, e com Dilma Rousseff. Saiu do PT, foi para o PV, como nele não conseguiu impor seus ideais e nem virar uma grande expoente, decidiu finalmente criar o seu próprio partido: a Rede Sustentabilidade.

a) Ela levanta a bandeira da ética, da moral e dos bons costumes, mas pensando bem onde ela estava no início do escândalo do Mensalão? No PT! E, o que ela fez quanto a isto? Nada, não entregou seu cargo e nem pediu para sair do partido. Enfim, ela, em nenhum momento, achou que a corrupção de seus colegas fosse motivo relevante para romper com o partido.

b) Em 2003, foi alçada ao cargo de Ministra do Meio Ambiente do governo Lula e, sim, só pediu para sair do partido quando percebeu que iria ser trolada, pela então Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, na corrida pela vaga presidencial. Ou seja, em outras palavras, ela saiu do partido por interesse próprio e não por divergência ideológica ou por contrariedade ao comportamento corrupto de seus companheiros de legenda.

c) Até mesmo Eduardo Campos, quase teve que comer o pão que o Diabo amassou, ao ver alguns de seus aliados mais importantes o abandonarem, depois de decidir-se por Marina como vice. E, não só isto, a aliança, não se provou tão boa quanto Campos esperava, acabou por fazê-lo perder votos no RJ, em SP, MG e GO.

d) A Aliança com Campos, era apenas transitória, assim como foi com o PV, afinal ela sempre pula fora, quando uma aliança não lhe dá o tão sonhado poder! Em nota oficial, publicada em 26 de junho, a Rede Sustentabilidade deixou claro, que com a homologação do Registro do Partido na Justiça eleitoral, seus militantes (incluindo Marina) vinculados ao PSB, viriam a se transferir para a legenda de origem, sem sanções partidárias.

E, para corroborar a fuga iminente, ela já se encontra inconformada com a possibilidade de ter que assinar uma carta de Compromissos com o PSB.

e) Ela de forma alguma abandonou o Pensamento Petista, muito antes pelo contrário, é uma das mais ferrenhas defensoras e apoiadoras do Decreto 8.243, o que instituiu a Política dos Conselhões Populares, instituindo na prática um Poder Judiciário Paralelo. Para ela, o que importa mesmo é que as ideias da militância passem por cima da democracia representativa constitucionalmente instituída. Aliás, Constituição, pra quê?

f) Ela é contra o Agronegócio. Sim, isto mesmo, durante seu Ministério deixou isto bem claro. Ela deixava de lado projetos de infraestrutura (“esquecia” pedidos de licenças ambientais), fazia de tudo para atrasar empreendimentos públicos e privados, perdeu-se inúmeros investidores.

E, como se não bastasse durante a votação do Código Florestal, uma de suas propostas (ainda bem que não foi adiante), obrigaria os produtores de grãos e carnes deste país a reduzir suas áreas de investimento. Como podemos acreditar que ela quer o melhor para o país, se este mesmo país é totalmente dependente do Agronegócio, posto que é ele que está a nos salvar da falência completa?

e) Alguém já se perguntou, o que diabos é a Rede Sustentabilidade? Pois bem, se o PV, anos atrás surgiu como a vertente politicamente correta e Light/Diet do PT; a Rede Sustentabilidade, nada mais é, do que a versão universitária, politicamente mais organizada e autoritária do MST/MTST.

f) Até 1997, era católica. Agora, pertence a assembleia de Deus. Católica ou Evangélica, nunca abandonou as ideologias marxistas de combate à livre economia, à propriedade privada e ao agronegócio.

g) Nas últimas eleições se declarou Neutra, deixando seus 20 milhões de eleitores sem saber o que fazer. Mas, ela entretanto, soube jogar muito bem, pois declarando-se neutra, ajudou a eleger Dilma!

Se Marina for eleita Presidente e colocar suas garras de fora, como há tanto tempo anseia, poderemos de vez entrar em um Estado Não Democrático, regido por uma presidente sem habilidades de negociação que, possivelmente, nos conduzirá a uma crise política sem precedentes.

Por estas e por outras, se eu fosse uma das órfãs de Eduardo Campos, estaria sim, me sentido num mato sem cachorros. Já que, votar em Marina pensando que alguma coisa mudará, é sim, trocar seis, não por meia dúzia, mas por uma dúzia inteira de xiitas intransigentes!

O ideário da Terceira Via se acabou e com seus órfãos ficaram as incertezas: apoiar Dilma e apostar na manutenção da situação atual; apoiar o PSDB e voltar ao “status quo” anterior ou quem sabe apoiar Marina e entregar o país ao comunismo falido e antidemocrático!

Cliente Riversides Shikki Madero é tratado assim…

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro

Diz a propaganda que “a vida é feita de decisões e que a cada momento fazemos opções que nos levam a um novo caminho….E, que o Riversides tem o privilégio de ser a escolha de centenas de pessoas.”

A rede inaugurada em 1992 sempre presou desde sua fundação por oferecer uma gastronomia diversificada e excelente. Entretanto, seu mais novo empreendimento, localizado na Zona Sul de Porto Alegre, O Riversides Shikki Barbecue & Asian Bistro, parece não estar muito empenhado em manter o padrão de qualidade, sofisticação e elegância dos outros empreendimentos da rede.

Desde sua inauguração, o Shikki vem lutando com problemas de atendimento, garçons mal treinados e a alta rotatividade da equipe são apenas alguns dos problemas do restaurante. Sou frequentadora regular do estabelecimento, mais na parte de Sushi confesso, no feriado do dia das crianças, fomos com um grupo de amigos jantar no Shikki…

Devo dizer, que naquela oportunidade, o atendimento se esmerou na arte de ser ruim, chegamos e fomos rapidamente estacionados em uma mesa, o garçom pegou os pedidos e mais de 30 min. depois as primeiras bebidas foram servidas e isto foi só o começo da saga que se fez mais ou menos assim:

1) As bebidas demoraram para ser servidas e ao final foram cobradas em duplicidade, fato este acontecido não somente naquele dia, mas também com outras pessoas com quem falei.

2) Como se não fosse suficiente o problema de termos que implorar para os sushimen cortarem sashimis, eles o fazem de extrema má vontade e em quantidade insuficiente. E, naquele dia, ainda por cima o salmão estava congelado e um dos sushimen estava trabalhando como dedo cortado! (Fiquei sabendo que um dos meus vizinhos passou 3 dias com infecção intestinal, após fazer uma refeição no Madero).

3) Assim, que sentamos pedimos 7 Temakis, jantamos e duas horas depois os Temakis ainda não tinham sido servidos, procurei o gerente e qual foi a resposta: Desculpe, mas estamos com problemas com os Temakis, mas aqui está um pires de Monte Fuji (uma cópia bem mal feita do Sashiburi, por sinal)…Hahaha, imagine a cena, um pires de Monte Fuji para 7 pessoas que ordenaram 7 Temakis e que mal conseguiram comer um pouco de sashimi. Fala Sério?Sem noção!

Se continuarem assim, o restaurante vai rapidinho deixar de ser uma extensão de nossas casas e passaremos a fazer nossos momentos em outros lugares, afinal não há custo-benefício que justifique este tipo de atendimento!

ENEM 2011: as trapalhadas continuam…Parte II

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro

Como se não bastasse o acontecido no Ceará, onde 14 das questões do ENEM 2011 foram copiadas pelos professores do Colégio Christus durante a aplicação do pré-teste e, após foram colocadas em apostilas de preparação pra o Exame, caracterizando-se assim vazamento de questões.

Hoje, descobriu-se que não foi só no Ceará que o vazamento ocorreu, em Minas uma das questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias constou, não “ipsis literis” (afinal o cursinho pré-vestibular Bernoulli foi mais esperto), de um simulado. A questão do caderno amarelo da prova de matemática foi copiada de modo inteligente pelo cursinho, que usou o enunciado do Enem para ilustrar exemplificadamente uma de suas questões.

Obviamente, tanto o cursinho em questão quanto o MEC negam a possibilidade de vazamento da questão. De fato, talvez neste caso não tenha havido vazamento direto das questões, mas para aqueles que não acreditam em coincidências, a pulga fica atrás da orelha!

O certo é que, a cada dia que passa, novas denúncias devam aparecer, denúncias estas que apóiem o pedido de anulação nacional da prova, que será encaminhado pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais ao MPF, na próxima terça-feira. Segundo a Assessoria do Sinep: “Quando existe a quebra do sigilo em exame de escola particular, o MEC exige que a escola refaça e cancele o processo seletivo. Então o sindicado esta partindo deste principio. Nada garante que este pré-teste que aconteceu no Ceará vaze para outros estados”.

Até quando, nós brasileiros, aguentaremos de braços cruzados, que se tome a medida necessária ao bom andamento do ENEM: a demissão de Haddad!

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