Transtorno de Dependência à Internet – TDI

Em junho de 2000, a Psic. Luciana Nunes no evento “Psicoterapia e Internet: Uma parceria delicada.”, realizado no Rio de Janeiro, apresentou em palestra o conceito de Dependência a Internet como um transtorno já reconhecido na prática clínica americana.

Quem primeiro cogitou a idéia de Dependência a Internet foi o Dr. Ivan Goldberg em 1995, no mesmo ano a Dra. Kinmberly Young assume o termo como referência de trabalho. Em 1999 Dra. Maressa Orzack fundou o serviço de dependência ao Computador no McLean Hospital em Massachusetts. Isso comprova que a dependência a Internet não é representada em casos isolados. A prática clínica da Psic. Luciana Nunes comprova que sintomas são bem distintos e claros na identificação e no diagnóstico do TDI.

Dependência a Internet é tão prejudicial quanto qualquer outro tipo de dependência, mas também tem tratamento!

SINTOMAS

Se responder “sim” a três ou mais das questões abaixo, você pode ser definido como um viciado em Internet, segundo critérios da psiquiatra norte-americana Kimberly S. Young.

Tempo – Você necessita de períodos cada vez maiores de tempo on-line para ficar tranqüilo e satisfeito consigo mesmo?

Angústia – Experimenta sinais de desordem psíquica (isto é, depressão crescente, agitação ou angústia) quando é obrigado a ficar muito tempo off-line?

Descontrole – Você passa muito mais tempo na Internet do que realmente gostaria?

Obsessão – Procura atividades que possam ser desenvolvidas on-line para conseguir ficar mais e mais tempo dentro da rede?

Insistência – Continua a abusar da Internet a despeito de saber que possui um problema causado por esse excesso (como problemas no trabalho, em casa ou na escola)?

Fracasso – Já fez tentativas malsucedidas de diminuir o tempo que gasta on-line, ou perdeu o desejo de diminuir o tempo em que fica conectado em rede?

Desistência – Abandonou qualquer atividade social, ocupacional ou de recreação para ficar mais tempo na Internet?

ISSO TEM CURA

Deixar de ter vida social para ficar usando o computador, perder madrugadas de sono para navegar na Internet ou, no lado oposto, colocar o emprego em risco por resistência a enfrentar a máquina podem ser alguns dos sintomas do abuso dos recursos tecnológicos, novo distúrbio que pode ser superado com tratamento psicológico.

O Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI), da Clínica Psicológica da PUC, criou em Março/2000 um serviço inédito de atendimento psicológico a pessoas com problemas relacionados ao uso da informática. Quem está obcecado pelas máquinas pode ser atendido. Quem as rejeita, também.

A equipe de atendentes é formada por oito psicólogos recém-formados e uma psicóloga colaboradora, Ivelise de Fortim de Campos, além dos dois organizadores da iniciativa, Rosa Farah e Lorival de Campos Novo.

O grupo foi formado para construir uma homepage da clínica, mas começaram a surgir inúmeros e-mails pedindo orientação e até atendimento on-line (prática proibida pelo Conselho Federal de Psicologia de São Paulo).

O fato chamou a atenção dos psicólogos, que decidiram auxiliar tanto “dependentes” de equipamentos eletrônicos a se livrarem do vício como aqueles que sofrem só de pensar em ligar o computador.

Segundo a psicóloga Rosa Farah, o critério para avaliar se uma pessoa é ou não “viciada” em informática não é quantitativo, e sim qualitativo.

“O que interessa é saber se o uso que se faz da máquina e da Internet é adequado ou patológico. Existem mil formas de se beneficiar com a Internet, basta saber como fazê-lo corretamente”, diz ela.

A psicóloga afirma que os pacientes potenciais têm dificuldade para pedir ajuda. “Para a maioria, o acesso à Internet ainda é uma realidade muito nova e, além disso, as pessoas têm dificuldades de se identificar como usuários abusivos. É preciso que os familiares ou os mais próximos comecem a reclamar do afastamento para que elas considerem a possibilidade de estar passando dos limites”.

Segundo a professora Rosa, as angústias relacionadas ao uso da informática já chegaram aos consultórios, ainda que o cliente não assuma diretamente que o problema é o computador.

Se há os “viciados”, existem, por outro lado, as pessoas que têm “fobia” à informática. Precisam, porém, conviver com ela praticamente todos os dias, já que hoje até mesmo para fazer simples operações bancárias é indispensável usar uma máquina.

Toda essa cobrança pela necessidade de aderir ao uso do computador, principalmente na esfera profissional, acaba por gerar certa angústia.

Além desses dois casos extremos, são inúmeros os problemas que podem surgir por causa do avanço da tecnologia. Vão desde paranóias e inseguranças sobre infidelidade entre casais por meio da Internet até problemas físicos, como as Lesões por Esforços Repetitivos (LER).

Segundo os estudos realizados sobre o tema, como as drogas químicas, a compulsão no uso da Internet também está relacionado à sensação de prazer físico que ela produz. A cada download de uma foto sexualmente orientada, na interatividade num chat, no momento de abrir um e-mail esperado, no jogo virtual ou mesmo no barulho eletrizante da conexão a Internet , são produzidas no cérebro descargas elétricas entre os neurônios, induzidas por um neurotransmissor chamado dopamina.

A dopamina é uma substância que o cérebro libera normalmente quando uma pessoa faz sexo, come ou bebe. Quanto mais dopamina, maior a sensação de prazer. A dependência a Internet mantém esse mesmo padrão fisiológico, criando uma dependência naqueles pequenos momentos de prazer. O problema é que a Internet propicia uma rapidez muito grande nas atividades interativas aumentando as chances de dependência.

Mas é lógico, que nem tudo é fisiológico! Existem fatores motivacionais que pulsionam essa descarga de prazer por vias da Internet. Um fator só existe se o outro componente for potencialmente determinante.

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Isabela
    nov 21, 2005 @ 10:42:25

    Oie Josélipassei para te deixar um beijo. Sai mais cedo do treino e estou no trabalho da minha mae pq vou ao ortodontista.Eu tinha escrevido pra voce ir me ver na Sogipa pq eu fiquei 4 dias ai na sua cidade. Eu treinava de manha e de tarde e só deu um dia para conhecer o shoping Burbon que ficava pertinho da Sogipa e dava pra ir a pé. Nosso técnico levou a gente assistir o Galinho chicken Little e eu tambem comprei um porta retrato no shopping. Ai na volta a gente passou em uma loja de 1,99 e depois em uma padaria com um monte de coisa gostosa que eu trouxe pra Sao paulo.Me visita……………………………………….TchauBela

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  2. LEDA
    nov 24, 2005 @ 02:58:33

    ________________Paz___________________União __________________Alegrias _________________Esperanças ________________Amor_Sucesso _______________Realizações_Luz ______________Respeito_harmonia _____________Saúde__solidariedade ____________Felicidade___Humildade ___________Confraternização__Pureza __________Amizade__Sabedoria_Perdão _________Igualdade_Liberdade_Boa..sorte ________Sinceridade_Estima__Fraternidade _______Equilíbrio__Dignidade__Benevolência ______Fé_Bondade_Paciência_Brandura_Força _____Tenacidade_Prosperidade_Reconhecimento ____maravilhoso final de semana repleto de novidades _______________ ¨`•.•´¨) _______________.`•.¸(¨`•.•´¨) _______________. ×`•.¸.•´× (¨`•.•´¨) _______________.(¨`•.•´¨). .×`•.¸.•´ _______________. ×`•.¸.•´×× .BEIJOS no seu coracao

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  3. Samira Moratti
    nov 24, 2005 @ 09:24:01

    Olá Jô!Muito trabalho ein?Ah, sobre o texto acima, realmente, me indentifiquei com algumas das questões, e creio que sou viciada à Internet, mas nada demais.. eu posso ficar muito tempo sem usá-la e nem ligo quando estou com o namorado.. fico dias sem usar pc.. rsMas que bom que existe cura.. na verdade, qualquer coisa pode se tornar um vício, do chocolate ao café, assim como bens materiais…E aí? Ainda escrevendo algum livro? Conta mais.. mandei meu primeiro e segundo livro para ser avaliado por uma editora, na verdade, uma tia de uma amiga minha, que é dona da editora.. ela irá analisar, vamos ver no que vai dar…Fique com Deus e um bom dia!Sammy

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