Agronegócio, seria ele o grande vilão?

Por Joséli Costa Jantsch Ribeiro

* Texto Publicado na edição Eletrônica, do dia 04/09/2014, do Jornal da Zona Sul.

Em tempos de Expointer, todos os candidatos, até aqueles partidários do MST, bem que tentam se mostrar amigos dos Produtores Rurais. Mas, por baixo dos panos a verdade é outra!

Desde o momento em que Marina Silva teve sua candidatura à Presidência da República confirmada pelo PSB, uma das principais preocupações de todos os brasileiros, com alguma noção de Economia, era qual seria o futuro do Agronegócio Brasileiro.

Hoje, o agronegócio é o setor mais importante da economia nacional, tendo até o presente momento atingido cifras de R$1,03 trilhão de reais, números estes que representam cerca de ¼ do valor total do PIB Brasileiro de 2013, que foi de R$ 4,84 trilhões. Ou seja, se não fosse por seus resultados, que ano após ano tem melhorado, ao contrário de outros setores de nossa economia, nem mesmo teríamos conseguido pagar parte de nossas dívidas.

Fico muito preocupada, ao ver pessoas, que se dizem cultas, espalhando por aí ideias mal embasadas sobre a tal vilania do agronegócio em relação à sustentabilidade ambiental, associando sua imagem, principalmente, ao aquecimento global.

No Brasil, temos observado nos últimos anos, um movimento pela busca de novas alternativas de produção agrícola, que não descartam o uso necessário de grandes áreas de cultivo e de criação de gado. Imaginem, se voltássemos aos tempos da agricultura de subsistência, seria impossível alimentar os mais de 200 milhões de brasileiros de nosso território.

Sim, o Agronegócio pode e deve ser sustentável e ecologicamente correto. Muitos de nossos produtores rurais, sabedores e estudiosos do tema tem aplicado em suas propriedades rurais a técnica da Integração de Culturas com sucesso.

Este sistema baseia-se na integração de culturas complementares; na simbiose entre as culturas empregadas, produtores, colaboradores e assistentes técnicos; e, na combinação e aplicação consciente de novas tecnologias e experiências. Se aplicado corretamente, há a dinamização da propriedade rural associada à minimização de riscos econômicos e ambientais.

Ambientais?

Sim isto mesmo, a Integração de Culturas, permite aos produtores rurais, de média e larga escala, a recuperação do solo e das pastagens degradadas, o manejo efetivo de plantas invasoras, a quebra do ciclo de infestação por pragas, a redução do uso de adubagem, o uso otimizado do maquinário agrícola (economia de combustível e diminuição da emissão de poluentes), entres outras vantagens.

E, como isto é feito? Bem, na grande maioria dos casos de sucesso no Brasil (RS, MG e MT), os produtores têm associado a plantação de arroz, soja ou de café com a plantação de árvores; e no caso do MT, a criação de gado mitigada com a plantação de árvores. A técnica de reflorestamento chega a lhes render até R$ 2.300,00 por hectare ao ano.

Por tudo isto, é chegada a hora de parar de demonizar nosso Agronegócio. A nossa Galinha dos Ovos de Ouro, necessita sim, de discussões conscientes, feitas por pessoas capazes de entender que grandes áreas de cultivo e de criação são necessárias e passíveis de ser ecologicamente sustentáveis!

O grande vilão aqui, sempre foi e sempre será a ignorância e a intolerância de algumas pessoas, que simplesmente não admitem a existência das Grandes Propriedades Rurais.

 

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